
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Bebê de arraia-gigante nasce no Japão
Filhote da espécie é o primeiro a ser concebido em aquário, segundo cientistas. Tratadores ainda não sabem como criar o bicho, que vive de filtrar a água.
Do G1, em São Paulo
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Filhote de arraia-gigante (Manta birostris) nasceu no último sábado, após gestação de quase um ano. O bebê já mede 1,8 m de diâmetro, o que ainda é pouco: os membros de sua espécie chegam a atingir mais de 7 m de diâmetro. Sua mãe engravidou no próprio Aquário Churaumi, em Okinawa (Foto: Reuters/Aquário Churaumi)
Filhote da espécie é o primeiro a ser concebido em aquário, segundo cientistas. Tratadores ainda não sabem como criar o bicho, que vive de filtrar a água.
Do G1, em São Paulo
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Filhote de arraia-gigante (Manta birostris) nasceu no último sábado, após gestação de quase um ano. O bebê já mede 1,8 m de diâmetro, o que ainda é pouco: os membros de sua espécie chegam a atingir mais de 7 m de diâmetro. Sua mãe engravidou no próprio Aquário Churaumi, em Okinawa (Foto: Reuters/Aquário Churaumi)
Austrália divulga fotos de matança de baleias conduzida por navio japonês
Australianos flagraram captura de fêmea de minke com seu filhote nas águas da Antártida.Imagens deflagraram revolta e manchetes com o título 'E eles chamam isso de ciência'.
Da Reuters
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O governo da Austrália liberou nesta quinta (7) imagens de uma baleia minke (Balaenoptera bonaerensis) e seu filhote sendo arpoados e arrastados para dentro de navios de caça japoneses na Antártida. O país asiático recomeçou sua temporada anual de "caça científica" às baleias, gerando protestos no mundo todo. Ambientalistas e o governo australiano acusam o Japão de usar a caça científica como desculpa para trazer carne de baleia ao mercado culinário japonês.
Animal capturado com arpão é arrastado para perto do barco (Foto: Reuters)
Tanto a mãe quanto o filhote foram arrastados para dentro da embarcação japonesa (Foto: Reuters)
Australianos flagraram captura de fêmea de minke com seu filhote nas águas da Antártida.Imagens deflagraram revolta e manchetes com o título 'E eles chamam isso de ciência'.
Da Reuters
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O governo da Austrália liberou nesta quinta (7) imagens de uma baleia minke (Balaenoptera bonaerensis) e seu filhote sendo arpoados e arrastados para dentro de navios de caça japoneses na Antártida. O país asiático recomeçou sua temporada anual de "caça científica" às baleias, gerando protestos no mundo todo. Ambientalistas e o governo australiano acusam o Japão de usar a caça científica como desculpa para trazer carne de baleia ao mercado culinário japonês.
Animal capturado com arpão é arrastado para perto do barco (Foto: Reuters)
Tanto a mãe quanto o filhote foram arrastados para dentro da embarcação japonesa (Foto: Reuters)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Brasil é 4º no ranking mundial de animais em extinção18/11/2003 - Atualizada às 16:13
Um estudo divulgado pela ONG IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) aponta que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking dos países com o maior número de animais ameaçados de extinção, com 282 espécies em risco. Só perde para os Estados Unidos (859), Austrália (527) e Indonésia (411). No total, a Lista Vermelha produzida pela IUCN tem 12.259 entradas de animais em risco de extinção.Segundo a ONG, desde o ano 1.500, 762 tipos de plantas e animais desapareceram; outros 58 só sobrevivem em cultivo planejado ou em cativeiro.Em relação às plantas ameaçadas de extinção, o Brasil também está em quarto lugar, com 381 espécies em perigo, depois de Equador (975), Malásia (683) e Indonésia (383).A Lista Vermelha classifica os animais e plantas ameaçados de extinção em categorias: as com extremo risco de extinção, alto risco e vulneráveis são incluídas no número total de "ameaçados de extinção". Há também outras categorias, como "quase ameaçado" ou "de pouca preocupação".A IUCN disse que animais e plantas estão desaparecendo por causa dos efeitos da chegada de espécies estranhas ao ambiente. Mais informações no site www.iucnredlist.org (em inglês).
Um estudo divulgado pela ONG IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) aponta que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking dos países com o maior número de animais ameaçados de extinção, com 282 espécies em risco. Só perde para os Estados Unidos (859), Austrália (527) e Indonésia (411). No total, a Lista Vermelha produzida pela IUCN tem 12.259 entradas de animais em risco de extinção.Segundo a ONG, desde o ano 1.500, 762 tipos de plantas e animais desapareceram; outros 58 só sobrevivem em cultivo planejado ou em cativeiro.Em relação às plantas ameaçadas de extinção, o Brasil também está em quarto lugar, com 381 espécies em perigo, depois de Equador (975), Malásia (683) e Indonésia (383).A Lista Vermelha classifica os animais e plantas ameaçados de extinção em categorias: as com extremo risco de extinção, alto risco e vulneráveis são incluídas no número total de "ameaçados de extinção". Há também outras categorias, como "quase ameaçado" ou "de pouca preocupação".A IUCN disse que animais e plantas estão desaparecendo por causa dos efeitos da chegada de espécies estranhas ao ambiente. Mais informações no site www.iucnredlist.org (em inglês).
Ecoturismo pode salvar baleias da extinção
Observação de animais é mais lucrativa que caça predatória
Políticas de incentivo ao ecoturismo pode ser chave para salvar a espécieCrédito: CC Natura Paparazzo
Ambientalistas do Fundo Internacional para o Bem-Estar dos Animais (Ifaw, sigla em inglês) revelaram uma justificativa que promete convencer parte daqueles que caçam as baleias por questões comerciais. De acordo com os especialistas, a indústria mundial de observação da baleia obteve lucro de 2,1 bilhões de dólares em 2008, superando os benefícios econômicos da caça da baleia pelo Japão, Islândia e Noruega.
Para os estudiosos, parte desse lucro se deu por causa da expansão da indústria do ecoturismo, que começou timidamente com a atividade de observação das baleias em 1950, na costa da Califórnia. A prática se tornou tão famosa que foi citada no encontro anual da Comissão Internacional da Baleia, realizada em Portugal. Os palestrantes fizeram um apelo para que as nações envolvidas com a caça parem com a matança, especialmente num momento de recessão econômica.
Desde 1986, há uma lei que restringe a caça comercial da baleia, mas o Japão manteve a atividade para pesquisa científica, enquanto a Islândia e a Noruega continuam a lançar os arpões por razões comerciais. Estima-se que a indústria da observação de baleias cresça a uma média de 3,7% por ano. Em 2008, 13 milhões de pessoas participaram de atividades de observação desses animais em 119 países.
Observação de animais é mais lucrativa que caça predatória
Políticas de incentivo ao ecoturismo pode ser chave para salvar a espécieCrédito: CC Natura Paparazzo
Ambientalistas do Fundo Internacional para o Bem-Estar dos Animais (Ifaw, sigla em inglês) revelaram uma justificativa que promete convencer parte daqueles que caçam as baleias por questões comerciais. De acordo com os especialistas, a indústria mundial de observação da baleia obteve lucro de 2,1 bilhões de dólares em 2008, superando os benefícios econômicos da caça da baleia pelo Japão, Islândia e Noruega.
Para os estudiosos, parte desse lucro se deu por causa da expansão da indústria do ecoturismo, que começou timidamente com a atividade de observação das baleias em 1950, na costa da Califórnia. A prática se tornou tão famosa que foi citada no encontro anual da Comissão Internacional da Baleia, realizada em Portugal. Os palestrantes fizeram um apelo para que as nações envolvidas com a caça parem com a matança, especialmente num momento de recessão econômica.
Desde 1986, há uma lei que restringe a caça comercial da baleia, mas o Japão manteve a atividade para pesquisa científica, enquanto a Islândia e a Noruega continuam a lançar os arpões por razões comerciais. Estima-se que a indústria da observação de baleias cresça a uma média de 3,7% por ano. Em 2008, 13 milhões de pessoas participaram de atividades de observação desses animais em 119 países.
Seis das oito espécies de ursos estão ameaçadas de extinção, dizem cientistas
Pesquisa da IUCN vê risco espacial para espécies asiáticas de ursídeos. Caça ilegal e falta de reservas colocou urso-malaio na lista dos que podem sumir.
Da EFE
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Reprodução
O urso-malaio é a mais nova adição à lista de ursídeos ameaçados (Foto: Reprodução )
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Ursinha Kachina comemora o
Dia das Bruxas
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Dois terços dos ursos polares vão desaparecer
Calor recorde mata urso panda no Japão
Seis das oito espécies de ursos existentes no mundo correm risco de extinção, principalmente na Ásia e na América do Sul, alertou hoje a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla inglesa).
A menor espécie do mundo, o urso-malaio (Helarctos malayanus), passou a ser considerada vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN, informou hoje o organismo internacional em comunicado. A lista classifica as espécies de todo o mundo em função do risco de extinção a que estão submetidas.
As populações do urso-malaio, que habitam as terras continentais do Sudeste Asiático, Sumatra e Bornéu, sofreram uma redução de pelo menos 30% nos últimos 30 anos e, segundo a ONG, continuarão desaparecendo nese ritmo.
"Apesar de termos ainda muito para aprender sobre a biologia e a ecologia dessa espécie, temos certeza de que está em problemas", afirmou o responsável da equipe de especialistas em ursos da IUCN, Rob Steinmetz. "O desmatamento reduziu tanto a área quanto a qualidade do habitat do animal. Mesmo nos locais onde seu espaço está protegido, a caça continua sendo uma forte ameaça", acrescentou.
Outras espécies que são consideradas vulneráveis são os ursos-negros e os ursos-beiçudos, ambos da Ásia, assim como os ursos-andinos. Mas o urso que corre o maior risco é o panda-gigante, apesar dos esforços ultimamente feitos na China para sua preservação.
Para a IUCN, é "pouco sensato" assumir que, com menos de 10 anos sob as novas políticas da China para melhorar seu habitat, "as populações de panda possam aumentar substancialmente". Entre as oito espécies de ursídeos existentes no mundo hoje, apenas o urso-negro da América do Norte e o urso-pardo não correm o risco de desaparecer.
O urso-polar, que em 2006 foi considerado uma espécie vulnerável pela IUCN, distingue-se dos outros sete ursos terrestres e tem um grupo especializado diferente, pois tecnicamente é um mamífero marinho. Por isso, a grave situação do urso-polar não foi tratada a fundo na reunião de especialistas em ursos da organização, que ocorreu no fim da semana passada em Monterrey (México).
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Pesquisa da IUCN vê risco espacial para espécies asiáticas de ursídeos. Caça ilegal e falta de reservas colocou urso-malaio na lista dos que podem sumir.
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O urso-malaio é a mais nova adição à lista de ursídeos ameaçados (Foto: Reprodução )
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A menor espécie do mundo, o urso-malaio (Helarctos malayanus), passou a ser considerada vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN, informou hoje o organismo internacional em comunicado. A lista classifica as espécies de todo o mundo em função do risco de extinção a que estão submetidas.
As populações do urso-malaio, que habitam as terras continentais do Sudeste Asiático, Sumatra e Bornéu, sofreram uma redução de pelo menos 30% nos últimos 30 anos e, segundo a ONG, continuarão desaparecendo nese ritmo.
"Apesar de termos ainda muito para aprender sobre a biologia e a ecologia dessa espécie, temos certeza de que está em problemas", afirmou o responsável da equipe de especialistas em ursos da IUCN, Rob Steinmetz. "O desmatamento reduziu tanto a área quanto a qualidade do habitat do animal. Mesmo nos locais onde seu espaço está protegido, a caça continua sendo uma forte ameaça", acrescentou.
Outras espécies que são consideradas vulneráveis são os ursos-negros e os ursos-beiçudos, ambos da Ásia, assim como os ursos-andinos. Mas o urso que corre o maior risco é o panda-gigante, apesar dos esforços ultimamente feitos na China para sua preservação.
Para a IUCN, é "pouco sensato" assumir que, com menos de 10 anos sob as novas políticas da China para melhorar seu habitat, "as populações de panda possam aumentar substancialmente". Entre as oito espécies de ursídeos existentes no mundo hoje, apenas o urso-negro da América do Norte e o urso-pardo não correm o risco de desaparecer.
O urso-polar, que em 2006 foi considerado uma espécie vulnerável pela IUCN, distingue-se dos outros sete ursos terrestres e tem um grupo especializado diferente, pois tecnicamente é um mamífero marinho. Por isso, a grave situação do urso-polar não foi tratada a fundo na reunião de especialistas em ursos da organização, que ocorreu no fim da semana passada em Monterrey (México).
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Clonar animais extintos é possível, mas improvável, sugerem estudos
Mesmo que DNA aparentemente intacto exista, alterações são quase irreversíveis.Além disso, clonagem em si é arriscada; por enquanto, só sorte permitirá feito.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
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Devagar e sempre, a biologia molecular está chegando cada vez mais perto do sonho de recriar um animal extinto. O último feito do tipo, anunciado nesta semana, envolveu o tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), uma espécie de lobo marsupial da Austrália que desapareceu por causa da caça indiscriminada nos anos 1930. Pesquisadores americanos e australianos usaram tecidos do animal com um século de idade para extrair trechos do DNA do bicho. Depois, inseriram esse material genético -- um regulador da formação de cartilagens -- em camundongos. Após sete décadas, o DNA dos tigres-da-tasmânia voltava a funcionar. A pergunta é: dá para ir além?
Uma das últimas imagens obtidas de um tigre-da-tasmânia em cativeiro, nos anos 1930 (Foto: Reprodução)
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Gene neandertal pode ter ajudado a desenvolver cérebro humano
Estudos dão largada em 'Projeto Genoma' dos neandertais
Ouça entrevista com arqueólogo que estuda neandertais
Neandertais ajudaram a criar cultura humana
Para tentar ressuscitar o animal, seria preciso primeiro obter a seqüência completa de seu material genético. Depois, bastaria "contrabandear" esse pacote de DNA para o interior do óvulo de uma espécie aparentada cujo material genético foi retirado. (O famoso demônio-da-tasmânia, que inspirou o personagem Taz, poderia desempenhar esse papel de "doador".) O passo seguinte é fundir os dois elementos e implantar o embrião resultante numa mãe de aluguel. Algum tempo depois, teríamos um bebê-tigre-da-tasmânia redivivo.
Ouça comentário sobre a pesquisa feito por Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, para a rádio CBN
A coisa não é nem de longe tão simples assim, no entanto. O primeiro problema quase insuperável a enfrentar é a degradação natural que as moléculas de DNA sofrem logo após a morte de qualquer ser vivo, e que continua a afetar os tecidos mortos preservados em álcool ou formol nos museus (caso das amostras existentes de tigres-da-tasmânia, principalmente fetos e bichos empalhados).
O DNA é um bocado instável. Com o passar do tempo, as longas seqüências de "letras" químicas A, T, C e G (são nada menos que 3 bilhões de pares delas em genomas como o humano) tendem a se despedaçar e a perder ou ganhar átomos. Os pesquisadores estão descobrindo que essas transformações são relativamente regulares -- algumas "letras" tendem mais a virar um tipo de composto do que outros --, mas probabilísticas.
O que isso significa? Que você nunca vai ter certeza absoluta de que aquele pedaço degradado de DNA era originalmente um T ou um C, por exemplo. E nem de como montar o quebra-cabeças dos fragmentos num todo correspondente ao genoma original do bicho que você quer ressuscitar. E algum grau de reconstrução sempre é necessário, porque é altamente improvável que nenhum dos genes do animal extinto tenha se degradado.
Neandertais e mamutes
O mesmo vale para outras criaturas extintas que alguém poderia desejar clonar, como os neandertais, primos da humanidade desaparecidos há 30 mil anos, ou os mamutes, desaparecidos há 10 mil anos na maior parte da Eurásia.
O problema seguinte é, claro, a mãe de aluguel e os óvulos dela. Nos três casos -- mamutes, neandertais e lobos-da-tasmânia -- existem parentes próximos disponíveis (elefantes asiáticos, humanos e diabos-da-tasmânia). O problema é que os óvulos, mesmo sem material genético do núcleo, carregam informações que são importantes para o desenvolvimento correto dos embriões.
Usar células maternas de uma espécie diferente pode mandar esse equilíbrio delicado para o espaço e comprometer o embrião. (Pode, não deve: mães de aluguel de espécies diferentes da do embrião já foram capazes de dar à luz sem muitos problemas.) O caso dos tigres-da-tasmânia tem um problema extra: filhotes de marsupial nascem ainda em estado quase fetal, e passam o resto de seu desenvolvimento mamando nas tetas maternas que ficam na bolsa, ou marsúpio, igual à dos cangurus. Ninguém sabe o que aconteceria se uma "mãe de aluguel" fosse induzida a amamentar os bichinhos. Pode muito bem ser que ela os coma.
Mas a clonagem em si é um obstáculo sério. Por uma série de motivos que a ciência ainda está elucidando, só uma pequena porcentagem dos embriões oriundos do processo -- algo entre 1 e 100 e 1 em 200 para as espécies bem estudadas -- chega a nascer. E, se nasce, tem problemas de saúde graves e morre cedo.
Por tudo isso, ainda vai ser necessário entender muito melhor as complexidades do genoma antes que seja possível tentar a clonagem de um tigre-da-tasmânia com alguma chance de sucesso. Outra discussão importantíssima, obviamente, envolve questões éticas: até que ponto é válido colocar em risco a vida de uma rara fêmea de diabo-da-tasmânia só para ver o bichinho nascer? E é certo trazer de volta ao mundo um bicho que não tem mais parentes ou potenciais parceiros reprodutivos? Não se pode esperar que a ciência, sozinha, solucione esses dilemas.
Mesmo que DNA aparentemente intacto exista, alterações são quase irreversíveis.Além disso, clonagem em si é arriscada; por enquanto, só sorte permitirá feito.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
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Devagar e sempre, a biologia molecular está chegando cada vez mais perto do sonho de recriar um animal extinto. O último feito do tipo, anunciado nesta semana, envolveu o tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), uma espécie de lobo marsupial da Austrália que desapareceu por causa da caça indiscriminada nos anos 1930. Pesquisadores americanos e australianos usaram tecidos do animal com um século de idade para extrair trechos do DNA do bicho. Depois, inseriram esse material genético -- um regulador da formação de cartilagens -- em camundongos. Após sete décadas, o DNA dos tigres-da-tasmânia voltava a funcionar. A pergunta é: dá para ir além?
Uma das últimas imagens obtidas de um tigre-da-tasmânia em cativeiro, nos anos 1930 (Foto: Reprodução)
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Para tentar ressuscitar o animal, seria preciso primeiro obter a seqüência completa de seu material genético. Depois, bastaria "contrabandear" esse pacote de DNA para o interior do óvulo de uma espécie aparentada cujo material genético foi retirado. (O famoso demônio-da-tasmânia, que inspirou o personagem Taz, poderia desempenhar esse papel de "doador".) O passo seguinte é fundir os dois elementos e implantar o embrião resultante numa mãe de aluguel. Algum tempo depois, teríamos um bebê-tigre-da-tasmânia redivivo.
Ouça comentário sobre a pesquisa feito por Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, para a rádio CBN
A coisa não é nem de longe tão simples assim, no entanto. O primeiro problema quase insuperável a enfrentar é a degradação natural que as moléculas de DNA sofrem logo após a morte de qualquer ser vivo, e que continua a afetar os tecidos mortos preservados em álcool ou formol nos museus (caso das amostras existentes de tigres-da-tasmânia, principalmente fetos e bichos empalhados).
O DNA é um bocado instável. Com o passar do tempo, as longas seqüências de "letras" químicas A, T, C e G (são nada menos que 3 bilhões de pares delas em genomas como o humano) tendem a se despedaçar e a perder ou ganhar átomos. Os pesquisadores estão descobrindo que essas transformações são relativamente regulares -- algumas "letras" tendem mais a virar um tipo de composto do que outros --, mas probabilísticas.
O que isso significa? Que você nunca vai ter certeza absoluta de que aquele pedaço degradado de DNA era originalmente um T ou um C, por exemplo. E nem de como montar o quebra-cabeças dos fragmentos num todo correspondente ao genoma original do bicho que você quer ressuscitar. E algum grau de reconstrução sempre é necessário, porque é altamente improvável que nenhum dos genes do animal extinto tenha se degradado.
Neandertais e mamutes
O mesmo vale para outras criaturas extintas que alguém poderia desejar clonar, como os neandertais, primos da humanidade desaparecidos há 30 mil anos, ou os mamutes, desaparecidos há 10 mil anos na maior parte da Eurásia.
O problema seguinte é, claro, a mãe de aluguel e os óvulos dela. Nos três casos -- mamutes, neandertais e lobos-da-tasmânia -- existem parentes próximos disponíveis (elefantes asiáticos, humanos e diabos-da-tasmânia). O problema é que os óvulos, mesmo sem material genético do núcleo, carregam informações que são importantes para o desenvolvimento correto dos embriões.
Usar células maternas de uma espécie diferente pode mandar esse equilíbrio delicado para o espaço e comprometer o embrião. (Pode, não deve: mães de aluguel de espécies diferentes da do embrião já foram capazes de dar à luz sem muitos problemas.) O caso dos tigres-da-tasmânia tem um problema extra: filhotes de marsupial nascem ainda em estado quase fetal, e passam o resto de seu desenvolvimento mamando nas tetas maternas que ficam na bolsa, ou marsúpio, igual à dos cangurus. Ninguém sabe o que aconteceria se uma "mãe de aluguel" fosse induzida a amamentar os bichinhos. Pode muito bem ser que ela os coma.
Mas a clonagem em si é um obstáculo sério. Por uma série de motivos que a ciência ainda está elucidando, só uma pequena porcentagem dos embriões oriundos do processo -- algo entre 1 e 100 e 1 em 200 para as espécies bem estudadas -- chega a nascer. E, se nasce, tem problemas de saúde graves e morre cedo.
Por tudo isso, ainda vai ser necessário entender muito melhor as complexidades do genoma antes que seja possível tentar a clonagem de um tigre-da-tasmânia com alguma chance de sucesso. Outra discussão importantíssima, obviamente, envolve questões éticas: até que ponto é válido colocar em risco a vida de uma rara fêmea de diabo-da-tasmânia só para ver o bichinho nascer? E é certo trazer de volta ao mundo um bicho que não tem mais parentes ou potenciais parceiros reprodutivos? Não se pode esperar que a ciência, sozinha, solucione esses dilemas.
"Animais em extinçãoTema:Ecologia
Autor: Ana Rodrigues
Data: 27/3/2001
Tartarua-marinha
Foto: Guy Marcovani/ Projeto Tamar
Araras
Foto: Divulgação/www.alphavillage.com.br
A exploração inadequada dos recursos naturais, sem um plano de manejo adequado, tem causado a extinção de centenas de espécies da fauna brasileira.
De acordo com a nova lista do Ibama, lançada no dia 22 de maio de 2003, existem cerca de 400 espécies em vias de extinguir-se, e 8 já extintas. Essa lista foi revista e atualizada em parceria com a Fundação Biodiversitas e Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis.
Isso significa uma perda irrecuperável para o patrimônio natural brasileiro, considerado o mais biodiverso do mundo. Grande parte destas extinções acontece devido a alterações no habitat destes animais, como mudanças em cursos de rios, desmatamento excessivo e à captura e posterior venda ilegal de animais silvestres.
A nova 'lista vermelha' mostra que o número de animais em risco de extinguir-se quase dobrou. Seria uma grande alegria para a natureza que acontecesse justamente o contrário: que ela estivesse cada vez mais reduzida, na contramão da crescente desordem natural que domina o mundo.
Confira a lista de animais em extinção:
Fonte:IBAMA
Nesta reportagem:
» Animais em extinção
» Animais em extinção - Anfíbios
» Animais em extinção - Aves
» Animais em extinção - Insetos
» Animais em extinção - Invertebrados terrestres - aracnídeos"
Autor: Ana Rodrigues
Data: 27/3/2001
Tartarua-marinha
Foto: Guy Marcovani/ Projeto Tamar
Araras
Foto: Divulgação/www.alphavillage.com.br
A exploração inadequada dos recursos naturais, sem um plano de manejo adequado, tem causado a extinção de centenas de espécies da fauna brasileira.
De acordo com a nova lista do Ibama, lançada no dia 22 de maio de 2003, existem cerca de 400 espécies em vias de extinguir-se, e 8 já extintas. Essa lista foi revista e atualizada em parceria com a Fundação Biodiversitas e Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis.
Isso significa uma perda irrecuperável para o patrimônio natural brasileiro, considerado o mais biodiverso do mundo. Grande parte destas extinções acontece devido a alterações no habitat destes animais, como mudanças em cursos de rios, desmatamento excessivo e à captura e posterior venda ilegal de animais silvestres.
A nova 'lista vermelha' mostra que o número de animais em risco de extinguir-se quase dobrou. Seria uma grande alegria para a natureza que acontecesse justamente o contrário: que ela estivesse cada vez mais reduzida, na contramão da crescente desordem natural que domina o mundo.
Confira a lista de animais em extinção:
Fonte:IBAMA
Nesta reportagem:
» Animais em extinção
» Animais em extinção - Anfíbios
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» Animais em extinção - Insetos
» Animais em extinção - Invertebrados terrestres - aracnídeos"
G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, diz Ibama
G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, diz Ibama: "Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, diz Ibama
Aves sofrem mais ataques que os outros animais.
Em todo o país, 100 espécies de animais estão ameaçadas de extinção.
Do G1, em São Paulo Tamanho da letraA- A+
saiba mais
Ibama faz campanha de controle do caracol africano na PB Ibama apreende lagosta para exportação na Bahia
O estado do Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre os animais estão as aves ararinha-azul, arara-azul grande e araponga do Nordeste e os mamíferos gato-do-mato-pequeno, gato-maracujá, gato-palheiro, jaguatirica, onça-pintada, peixe-boi-marinho, tamanduá-bandeira, tatu-bola e tatu-canastra.
O veterinário do Ibama no Piauí, José Lacerda Luz, explica que o motivo de as aves sofrerem mais ataques que os outros animais é uma questão de costume. “No Piauí, cerca de 97% dos animais apreendidos são aves e muitos deles são mantidos em ambiente doméstico.”
As principais causas do desaparecimento dos bichos, ainda de acordo com o Ibama, são a destruição da espécie e do habitat natural, além do comércio ilegal de animais raros por meio do tráfico e a criação em cativeiro. Em todo o país, segundo dados do Ibama, há 100 espécies de animais ameaçadas de extinção."
Aves sofrem mais ataques que os outros animais.
Em todo o país, 100 espécies de animais estão ameaçadas de extinção.
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O estado do Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre os animais estão as aves ararinha-azul, arara-azul grande e araponga do Nordeste e os mamíferos gato-do-mato-pequeno, gato-maracujá, gato-palheiro, jaguatirica, onça-pintada, peixe-boi-marinho, tamanduá-bandeira, tatu-bola e tatu-canastra.
O veterinário do Ibama no Piauí, José Lacerda Luz, explica que o motivo de as aves sofrerem mais ataques que os outros animais é uma questão de costume. “No Piauí, cerca de 97% dos animais apreendidos são aves e muitos deles são mantidos em ambiente doméstico.”
As principais causas do desaparecimento dos bichos, ainda de acordo com o Ibama, são a destruição da espécie e do habitat natural, além do comércio ilegal de animais raros por meio do tráfico e a criação em cativeiro. Em todo o país, segundo dados do Ibama, há 100 espécies de animais ameaçadas de extinção."
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